TRATAMENTO DE REFLUXO GASTROESOFÁGICO

quinta-feira, 3 de agosto de 2023

O que é a dieta fodmap e o que você precisa saber sobre isso?

Nos últimos anos, a dieta low fodmap tem recebido destaque internacional por impactar diretamente na melhora da qualidade de vida dos pacientes com problemas gastrointestinais, especialmente naqueles com síndrome do intestino irritável.

Antes de prosseguirmos com este post quero lhe apresentar isto:

 

Fermentable Oligosaccharides, Disaccharides, Monosaccharides and Polyols”, ou “oligossacarídeos, dissacarídeos.

 

Se você antes não sabia o que é a dieta Fodmap agora deve ter se sentido muito mais confuso ainda com esse emaranhado de palavras em inglês.

 

Acertei?

 

Mas lhe deixar confuso (a) não era a nossa intenção e o objetivo pelo qual lhe apresentei a esse grupo de palavras estranhas foi só para lhe despertar para o significado de cada uma delas.

 

Oligossacarídeos, Dissacarídeos, Monossacarídeos e Polióis Fermentáveis”, ou “oligossacarídeos, dissacarídeos.

 

Essa é a tradução das palavras acima citadas e que explicam a sigla Fodmap.

 

·       Fermentável

 

 O que se pode fermentar, se decompor pela fermentação e neste grupo de alimentos que podem ser fermentados estão os seguintes:

 

·       Oligossacarídeos

 

São alimentos formados pela união de dois a dez monossacarídeos. Quando ocorre a união de apenas dois monossacarídeos, recebem a denominação de dissacarídeo. Como principais exemplos, podemos citar a maltose (glicose mais glicose), lactose (galactose mais glicose) e sacarose (glicose mais frutose).

 

·       Dissacarídeos

 

Quando ocorre a união de apenas dois monossacarídeos, recebem a denominação de dissacarídeo. Como principais exemplos, podemos citar a maltose (glicose mais glicose), lactose (galactose mais glicose) e sacarose (glicose mais frutose).

 

·       Monossacarídeos

 

É a principal molécula desse grupo responsável pelo fornecimento de energia aos seres vivos, sendo sintetizada por organismos autotróficos, por meio da fotossíntese, e armazenada em moléculas mais complexas, que serão discutidas mais adiante.

 

·       Polióis fermentáveis

 

Os Polióis são hidratos de carbono fermentáveis (fodmaps) ou mais conhecidos por açucares álcoois pela comunidade cientifica, embora estes não estejam relacionados com o álcool.

 

 

 

A dieta fodmap consiste em analisar e depois excluir os alimentos fermentáveis, substituindo-os então por alimentos de baixa fermentação por conta desses carboidratos de cadeia curta que não são propriamente absorvidos no intestino delgado e que causam desconforto para certas pessoas.

 

“Essas substâncias são tipos de carboidratos encontrados em alimentos saudáveis e bem comuns, como frutas, vegetais, leguminosas, castanhas, cereais, leite e derivados.

 

Você é um profissional de saúde?

 

Este minicurso fará com que você entre para um grupo seleto de profissionais que realmente sabe conduzir a dieta low fodmap. Sendo assim, esse diferencial poderá impactar diretamente no seu fluxo de atendimentos e no valor da sua consulta.

 

O minicurso Guia prático da dieta low fodmap é uma formação completa para profissionais da área da saúde que querem entender e se aprofundar no protocolo low fodmap.

 

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Um minicurso com 4 horas de conteúdo, distribuído em 10 aulas gravadas divididas em cinco módulos poderá lhe fazer entender muito melhor o assunto pois, o objetivo deste curso é lhe explicar de forma detalhada seguindo um passo a passo de como você se capacitar antes de aplicar a dieta low fodmap em sua rotina.

 

Este curso foi idealizado e desenvolvido pela nutricionista Ana Carolina Franco de Moraes, que possui Doutorado em Nutrição em Saúde Pública pela USP, é professora de diversas pós-graduações, autora de artigos e capítulos de livro sobre microbiota intestinal, doenças cardiovasculares e vegetarianismo, e certificada pela Monash University em Low fodmap.

 

Vale a pena conferir:

 


Dieta Fodmap

 




sábado, 8 de julho de 2023

Quais as condições digestivas que podem afetar a aparência da sua pele?

Existem algumas condições digestivas que podem afetar a aparência da pele, mas não é uma regra geral. A saúde da pele pode ser influenciada por vários fatores, incluindo genética, cuidados com a pele, exposição ao sol, dieta e estilo de vida.

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O mau hálito pode estar associado ao problema de refluxo gastroesofágico

 

Sim, o refluxo gastroesofágico (DRGE) pode estar associado ao mau hálito, embora nem todas as pessoas com DRGE apresentem esse sintoma. O mau hálito associado ao refluxo é chamado de halitose gástrica. 

Quando ocorre o refluxo gastroesofágico, o conteúdo ácido do estômago, incluindo ácidos estomacais e alimentos parcialmente digeridos, pode retornar ao esôfago e à boca. Esse conteúdo ácido pode causar irritação nas estruturas do esôfago e na garganta, resultando em mau hálito.


 

Além disso, o refluxo também pode levar ao crescimento excessivo de bactérias no trato gastrointestinal, incluindo a boca, o que contribui para o mau hálito. As bactérias liberam compostos com odor desagradável quando interagem com os resíduos alimentares e células mortas na boca.

É importante ressaltar que o mau hálito pode ter várias causas, e o refluxo gastroesofágico é apenas uma delas. Outros fatores, como higiene bucal inadequada, doenças periodontais, dieta inadequada, tabagismo e problemas de saúde subjacentes, também podem contribuir para o mau hálito.

Se você está sofrendo de mau hálito persistente ou se suspeita que o refluxo gastroesofágico seja a causa, é recomendado procurar um médico ou dentista para avaliação e diagnóstico adequados. Eles podem fornecer orientações específicas de tratamento para controlar o refluxo e ajudar a melhorar o hálito. Além disso, seguir uma boa higiene bucal, beber bastante água, evitar alimentos desencadeantes e adotar uma alimentação saudável podem ajudar a reduzir o mau hálito associado ao refluxo e promover uma saúde digestiva melhor.

Até onde a fruta do conde pode beneficiar pessoas que sofrem de azia e má digestão

 

A fruta do conde, também conhecida como ata ou pinha, é uma fruta tropical com sabor doce e suculento. Embora seja uma fruta deliciosa e nutritiva, não há evidências científicas específicas que comprovem seus benefícios diretos para pessoas que sofrem de azia e má digestão. No entanto, como parte de uma alimentação saudável e equilibrada, a fruta do conde pode fornecer nutrientes importantes para a saúde digestiva.


 

Aqui estão alguns pontos a serem considerados sobre a fruta do conde:

  1. Rica em fibras: A fruta do conde contém fibras alimentares, que são importantes para a saúde digestiva. As fibras ajudam a promover o bom funcionamento do intestino, prevenindo a constipação e facilitando a passagem das fezes. Além disso, as fibras podem ajudar a manter a saciedade e regular o açúcar no sangue.

  2. Vitaminas e minerais: A fruta do conde é uma fonte de várias vitaminas e minerais essenciais, como vitamina C, vitamina B6, magnésio e potássio. Esses nutrientes desempenham um papel importante na função celular, metabolismo e suporte ao sistema imunológico.

  3. Antioxidantes: A fruta do conde contém compostos antioxidantes, como vitamina C e flavonoides, que ajudam a combater o estresse oxidativo e proteger as células contra danos causados pelos radicais livres.

É importante ressaltar que a azia e a má digestão podem ter várias causas, e o tratamento adequado depende do diagnóstico e orientação médica. Em muitos casos, a adoção de hábitos alimentares saudáveis e a evitação de alimentos que desencadeiam sintomas podem ajudar a aliviar a azia e a má digestão. Cada pessoa é única, e o que funciona para uma pessoa pode não funcionar para outra.

Se você está enfrentando problemas crônicos de azia e má digestão, é recomendado consultar um médico ou nutricionista para um diagnóstico correto e um plano de tratamento personalizado. Eles podem avaliar sua situação específica e fornecer recomendações dietéticas e terapêuticas adequadas para ajudar a aliviar os sintomas e melhorar a saúde digestiva.

Quais são os acúcares proibidos para portadores de doenças gastrointestinais

 

Portadores de doenças gastrointestinais, como a doença inflamatória intestinal (doença de Crohn, colite ulcerativa) ou síndrome do intestino irritável, podem apresentar sensibilidade a certos açúcares fermentáveis de cadeia curta. Esses açúcares são conhecidos como FODMAPs (fermentable oligosaccharides, disaccharides, monosaccharides and polyols). Eles são carboidratos de difícil absorção que podem causar sintomas gastrointestinais em algumas pessoas.


 

Os FODMAPs incluem os seguintes açúcares:

  1. Frutose: Açúcar encontrado em frutas, mel e alguns adoçantes artificiais.

  2. Lactose: Açúcar encontrado em produtos lácteos, como leite, queijo e iogurte.

  3. Frutanos: Encontrados em vegetais como trigo, cebola, alho, alcachofra e alho-poró.

  4. Galacto-oligossacarídeos: Presentes em leguminosas (feijões, lentilhas) e algumas nozes.

  5. Polióis: Álcoois de açúcar encontrados em frutas como maçãs, peras, ameixas e vegetais como cogumelos e adoçantes artificiais, como o xilitol e sorbitol.

É importante ressaltar que nem todas as pessoas com doenças gastrointestinais têm sensibilidade aos FODMAPs. No entanto, para aqueles que apresentam sensibilidade, limitar ou evitar esses açúcares fermentáveis pode ajudar a reduzir os sintomas.

É recomendado que os indivíduos com doenças gastrointestinais consultem um nutricionista ou médico especializado para obter orientação individualizada sobre a dieta baixa em FODMAPs. Essa abordagem dietética é geralmente feita em fases, começando com uma restrição mais rigorosa por um período de tempo e, em seguida, reintroduzindo gradualmente os diferentes grupos de FODMAPs para identificar quais podem ser tolerados sem causar sintomas.

Cada pessoa é única e pode ter diferentes tolerâncias a esses açúcares. Portanto, um plano alimentar personalizado e supervisionado por um profissional de saúde qualificado é essencial para garantir uma dieta equilibrada e adequada às necessidades individuais.

O que é a fisiopatologia dos sistemas digestivos e endócrino

A fisiopatologia dos sistemas digestivo e endócrino refere-se ao estudo das alterações funcionais e patológicas que ocorrem nesses sistemas, suas causas, mecanismos e consequências. Vou fornecer uma breve explicação sobre a fisiopatologia de cada sistema:


 

  1. Sistema Digestivo: O sistema digestivo é responsável pela ingestão, digestão e absorção dos alimentos, além da eliminação de resíduos. A fisiopatologia do sistema digestivo envolve uma série de distúrbios, incluindo:

    • Doenças gastrointestinais: Essas condições podem incluir úlceras pépticas, gastrite, doença do refluxo gastroesofágico (DRGE), doença inflamatória intestinal (como a doença de Crohn e a colite ulcerativa), síndrome do intestino irritável e câncer gastrointestinal. A fisiopatologia varia dependendo da condição, mas podem envolver inflamação, desequilíbrio da microbiota intestinal, disfunção motora, alterações na produção de ácido e enzimas digestivas, entre outros fatores.

    • Distúrbios do movimento gastrointestinal: Condições como a constipação, diarreia, disfagia (dificuldade de deglutição) e gastroparesia (esvaziamento gástrico lento) estão relacionadas a alterações na motilidade e função muscular do trato gastrointestinal.

    • Doenças hepáticas: A fisiopatologia das doenças hepáticas, como hepatite, cirrose e esteatose hepática (acúmulo de gordura no fígado), envolve danos às células hepáticas, inflamação, fibrose e alterações no metabolismo das substâncias.

  2. Sistema Endócrino: O sistema endócrino é composto por glândulas endócrinas que secretam hormônios diretamente na corrente sanguínea, regulando várias funções corporais. A fisiopatologia do sistema endócrino está associada a distúrbios hormonais e disfunções das glândulas endócrinas, como:

    • Diabetes mellitus: A diabetes mellitus é caracterizada por níveis elevados de glicose no sangue devido à resistência à insulina (diabetes tipo 2) ou à produção insuficiente de insulina pelo pâncreas (diabetes tipo 1). A fisiopatologia envolve alterações na regulação da glicose, disfunção das células beta pancreáticas e/ou resistência periférica à insulina.

    • Distúrbios da tireoide: Hipotireoidismo (produção insuficiente de hormônios da tireoide) e hipertireoidismo (produção excessiva de hormônios da tireoide) são exemplos de distúrbios da tireoide. Eles podem resultar de alterações na função da glândula tireoide ou de distúrbios autoimunes.

    • Síndrome de Cushing: É causada pelo excesso de produção de cortisol ou pelo uso prolongado de corticosteroides. Isso pode resultar em uma série de alterações metabólicas, incluindo aumento da gordura corporal, fraqueza muscular, hipertensão e alterações na regulação do açúcar no sangue.

Esses são apenas alguns exemplos de condições fisiopatológicas que afetam os sistemas digestivo e endócrino. Cada doença ou distúrbio possui suas próprias características e mecanismos subjacentes, e o tratamento varia dependendo do diagnóstico específico. É importante buscar orientação médica para o diagnóstico, tratamento e gerenciamento adequados dessas condições.

 

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